Carta de Temer para Dilma vira samba na voz de músico carioca (VÍDEO)

Carioca radicado no Recife, em Pernambuco, o músico Matheus Mota viu uma oportunidade criativa em uma polêmica carta enviada pelo atual presidente da República, Michel Temer (PMDB)


21/06/2017 - 16:18
Fonte: sputniknews
Autor: sputniknews
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Carioca radicado no Recife, em Pernambuco, o músico Matheus Mota viu uma oportunidade criativa em uma polêmica carta enviada pelo atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), à sua antecessora e de quem foi “vice decorativo”, Dilma Rousseff (PT).

O linguajar rebuscado da carta, enviada em dezembro de 2015 e que começa em latim – “Verba volant, scripta manent”, que em português seria traduzido como “As palavras voam, os escritos permanecem” –, foi irresistível para Mota.

“A ideia surgiu assim que vazou a carta. Eu estava gravando outro CD na época e percebi que só se falava naquilo, então comecei a ver melodia naquela carta. Passei a pensar na letra e em certas combinações que, se eu cantasse, daria para criar rimas”, disse o músico, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

 

Na base do “exercício rítmico” em um piadno e com muito bom humor, Mota criou e produziu todo o material, que ficou pronto para ser gravado em 2016. Foi assim que nasceu a primeira música de divulgação do trabalho, “A Senhora”.

Como as palavras da letra da canção são as escritas por Temer naquele dezembro de 2015, não é exagero dizer que o CD foi feito em “parceria” com o peemedebista.

“Cada dois, três parágrafos da carta deu origem a uma canção […]. O trabalho foi mais uma expressão de um desejo pessoal meu, um desafio rítmico mesmo, de forma. Tento tirar o timbre daquelas palavras de forma harmônica, de uma maneira diferente de tudo que já fiz”, comentou.

 

A ideia do músico deu tão certo que o clip de “A Senhora”, que foi lançado no dia 5 de junho, já ultrapassou as 3 mil visualizações em apenas três dias. De acordo com Mota, ele não esperava tamanha repercussão do trabalho, que já está 90% gravado e deve ser lançado até o próximo mês.

“Não mandei para ninguém. Só coloquei na minha rede social, aí passou nos jornais locais e depois dei algumas entrevistas. Essa semana já chegou a tocar em rádio”, comentou, sem esconder um misto de surpresa e orgulho pela sacada.

O músico aguarda convites para divulgar o trabalho, que não fica apenas no samba. “Tem de tudo: rock, funk, samba, um pouco de frevo, algumas músicas instrumentais que são mais de ambiente, de câmara”, revelou.